Em 5 meses, DF tem 90% do n° de prisões por grilagem de 2012


O número de prisões por grilagem de terra nos cinco primeiros meses deste ano já representa 90% do número total de 2012, segundo o governo do Distrito Federal. Foram 27 casos entre janeiro e esta terça-feira (5), contra 31 ocorrências no ano passado.
Na última operação, ocorrida nesta terça, 13 pessoas, incluindo um ex-subsecretário do governo, foram presas suspeitas de tentar expandir irregularmente um condomínio de classe média alta do Lago Sul. De acordo com o diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Xavier, o grupo chegou a ameaçar servidores da Agefis.
A polícia informou que, do grupo, quatro pessoas eram consideradas líderes do esquema, outros seis eram corretores que vendiam os lotes irregulares e três pessoas atuavam como "laranjas" do grupo - cediam contas bancárias para lavagem do dinheiro. Eles pretendiam comercializar 400 terrenos, cada um custando entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.
Com isso, o Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo disse que vai intensificar a fiscalização contra ocupações irregulares de área pública. O número de casos de presos por invasão nos primeiros cinco meses, comparados a 2012 inteiro, também é alto: 77%. São 67 ocorrências até terça, contra 87 em todo o ano passado.
Balanço
Dados da Secretaria da Ordem Pública e Social apontam que a ação do comitê impediu a ocupação irregular de uma área equivalente a 22 campos de futebol no DF nos últimos dois anos. De acordo com a pasta, seriam 21 loteamentos ilegais em 15 regiões administrativas – que corresponderiam a 23,8 hectares.

A área total é ainda semelhante à do Parque Olhos D'Água, na Asa Norte. A região preservada da unidade passou de 21 para 28 hectares em março do ano passado, depois de um decreto assinado pelo governador Agnelo Queiroz.

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